Mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro — apreendido na Operação Compliance Zero, que resultou na liquidação extrajudicial do Banco Master — colocaram o advogado Walfrido Warde no centro de uma nova frente da crise. Segundo reportagem da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, Warde atuou como intermediário entre o banqueiro, o STF e setores do governo federal.
Quem é Warde
Sócio-fundador do escritório Warde Advogados, ele tem graduação em Direito e em Filosofia pela USP, LLM pela New York University School of Law e doutorado em Direito Comercial, também pela USP. Preside o IREE (Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa) e é colunista do portal jurídico Migalhas.
A proposta revelada
De acordo com as mensagens, Warde — então advogado de Vorcaro — ofereceu ao ministro Alexandre de Moraes uma estratégia para reverter as sanções impostas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky, em agosto de 2025. A ideia era acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o governo de Donald Trump, alegando violação de direitos fundamentais, e reunir dez juristas para sustentar essa tese. Segundo a reportagem, Warde teria dito ao ministro: “Quero nada em troca. Só ajudar mesmo.”
Repercussão
A revelação elevou Warde a um novo patamar de exposição nacional e reacendeu o escrutínio sobre sua influência nos bastidores do Judiciário e da política — ele já havia sido citado no caso das “emendas Pix” e é apoiador público declarado de figuras do campo governista. Até a publicação deste texto, nenhuma das alegações havia sido julgada ou confirmada por investigação formal; trata-se, portanto, de indício levantado a partir de mensagens privadas, não de fato comprovado judicialmente.
Por que isso importa para o caso Banco Master
O episódio se soma à cronologia do colapso do Banco Master que a Pauta do Dia vem documentando desde a liquidação extrajudicial da instituição. A atuação de Warde ilustra como a rede de contatos de Vorcaro se estendia por diferentes esferas de poder em Brasília — um dos pontos centrais da investigação em curso.
Fontes: Gazeta do Povo; O Cafezinho.


